14º MENOPAUSA x SOJA

Planta Originária da China, espontânea desde Indochina até o Japão, disseminou-se por vários pontos do mundo devido a sua facilidade de cultivo, possui alto poder alimentício e grande variedade de subprodutos para comercialização. Introduzida na Europa no século XVIII, só nas últimas décadas adquiriu importância, tanto do ponto de vista alimentar, quanto do econômico. As pequenas sementes globosas da soja representam um dos mais elevados potenciais nutritivos do reino vegetal. Contém cerca de 35% de proteínas (duas vezes mais que a carne), possuindo todos os aminoácidos essênciais; delas fazem parte a caseínas, cuja composição é semelhante às do leite, lipídios e cerca de 30% de glicídios. A soja é um alimento de grande valor energético, antiastênico, remineralizante e fator de equilíbrio nutricional. Pode-se consumi-la cozida, em farinha, crua ou germinada, sob a forma de leite ou até mesmo de queijo. O óleo que produz, de emprego comum na alimentação, é rico em ácidos graxos poliinsaturados, revelando-se eficaz na diminuição da taxa de colesterol sanguíneo.

A pesquisa com soja originou-se de estudos populacionais que demonstraram baixo índice de manifestações do climatério (sintomas comuns antes da menopausa como calorões ou fogachos, insônia, depressão, irritabilidade, vaginismo, baixo libido sexual) em mulheres japonesas e chinesas; tais índices modificavam-se para padrões ocidentais em mulheres que adotavam hábitos alimentares semelhantes a americanas e européias. Mas para as mulheres ocidentais, os grãos de soja e seus derivados são uma das bases alimentares. Podemos encontrá-la na forma de grãos, farelo, leite de soja, queijo (tofu), shoyo e proteína texturizada (carne de soja).

Seus mais importantes princípios ativos são as isoflavonas e os óleos essenciais. As pesquisas científicas revelam que o uso das isoflavonas da soja servem para a redução de fogachos (calorões), aumento da densidade óssea e do conteúdo mineral ósseo, diminuição do colesterol circulante e dos níveis de LDL, diminuição dos níveis de estradiol circulante, diminuição do risco para câncer de mama, endométrio e próstata, melhora do perfil cardiovascular, ação antioxidante. O uso da soja para os sintomas do climatério oferece um baixo índice de efeitos colaterais, quando ocorrem, geralmente são de ordem gastrointestinal (náuseas, irritação gástrica).Sua principal utilização é a reposição hormonal em mulheres que apresentem efeitos colaterais a terapia de reposição hormonal convencional. Porém para fazer uso deve ser indicado por profissional habilitado para fazer as melhores indicações.

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